segunda-feira, 11 de abril de 2011

Marcas de distribuidor ou de fabricante?


É exponencial a procura dos produtos de marca de distribuidor (MdD), embora exista, ainda, uma grande fidelização de certos produtos de marca de fabricante (MdF).
Em Portugal para alcançar 50% dos consumidores, uma marca tem de estar em dois grandes grupos de distribuição – Sonae MC e Jerónimo Martins – se tal não acontecer o seu desaparecimento é iminente. As marcas próprias defendem que a proporção da disposição do linear é injusta, visto que apenas existe espaço para a MdD e o líder de mercado que o consumidor não dispensa. A posição dominante dos híper e supermercados promove o desaparecimento das terceiras e quartas marcas das MdF, em oposição ao crescente aparecimento das marcas próprias. É justo? A APED afirma que sim.
A pretexto de que o oferecido é apenas e somente para melhor satisfação das necessidades e desejos dos clientes, e daí o aumento do espaço nos lineares, a concorrência torna-se “desleal” – Centromarca. A distribuição é quem marca os preços finais ao consumidor, tanto de MdF como MdD. Isto permite fazer uma subsidiação cruzada, penalizando as de fabricante, quer dizer que os PVP’s mais elevados das marcas próprias vão financiar os preços baixos das marcas brancas.
Toda esta situação é, e será, muito discutível. No entanto sou parcial no que trata do benefício para a indústria portuguesa que produz para os grupos de distribuição. O desenvolvimento das marcas brancas tem contribuído para o crescimento de empresas nacionais, maioritariamente PME´s. O sector agrícola é um dos que tem aumentado os seus níveis de eficiência e modernização, melhorando o posicionamento em Portugal e crescimento internacional. Os grandes produtores multinacionais têm estrangulado esta posição estratégica aos produtores portugueses, até agora.
A Unilever promovia-se pela ideia de que todas as famílias tinham em suas casas um produto da sua empresa. Será que este fenómeno mudou radicalmente para MdD em 100% das casas?
E num futuro próximo iremos verificar uma injusta disposição dos produtos nos lineares, ou pelo contrário, o consumidor vai ter satisfeito o seu desejo de consumo de produtos com qualidade a um preço inferior?
Baseado: “Radar: APED e Centromarca” por Mª João Pinto, Marketeer Março 2011.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Potencialidades do Tablet


O novo segmento de mercado denominado Tablet, está-se a tornar num fenómeno. A proliferação deste produto no mercado tem-se verificado ao nível da concorrência que, não querendo ficar para trás, propõe ofertas competitivas que lutam com emoção, razão ou ambas. Viramos agora o negócio de b2c para b2c.
Quando é que o tablet começa a ser utilizado por empresas como vantagem competitiva organizacional? Não falo apenas de suporte comunicacional ou de tecnologias de informação e comunicação, mas sim da sua utilização plena para satisfazer necessidades que os clientes finais têm por satisfazer!
Já existe quem tenha adoptado esta tendência de mercado como um negócio vantajoso e com bastante valor para o utilizador, a Wine-is. Em alguns restaurantes que valorizam o serviço de vinhos, o cliente ao pedir a carta especializada, é servido com um tablet. Suporte esse que contém uma aplicação simples e completa, contendo uma lista detalhada de todos os vinhos que a casa possui. Marca, ano, região, produtor ou rótulo, são algumas formas de escolher o acompanhamento da refeição.
Este negócio físico (offline), embora utilize um suporte digital, não poderia dispensar a outra grande tendência de consumo mundial, os social media. Criou uma aplicação para iPhone, que está na base da já existente para o tablet escolhido para o negócio (iPad). No entanto também está a desenvolver uma versão para Android, que poderá, no médio prazo, vir a ser mais importante no mercado. Esta aplicação serve para o utilizador ter acesso a extensa base de dados, e relacionar-se com a informação obtida, via redes sociais ou outros meios online, como postar no seu perfil do Facebook um gosto particular por uma particularidade específica de determinado vinho.
Qual será o próximo mercado que o tablet irá atingir? E que produtos ou serviços irá “matar” no curto prazo? Já vimos que tem infindáveis potencialidades, e ainda agora está a começar!