Evangelism
Finalmente, o que era promoção – baseada na quantidade de comunicação exposta –, no “novo mundo” é baseado em convites (evangelism). Convidar consumidores para uma conversa e deixar que eles decidam se querem ou não querem participar. É necessário convidar os clientes a ter uma boa ideia da marca, envolvê-los, e se for uma boa experiência poder-se-á vender o produto.
Aqui trata-se directamente do tema “redes sociais”. Os marketeers devem usar este canal para construir relações com o público e com o consumidor final, usando-os como mensageiros. Os social media, na época em que vivemos, são quem tem maior influência sobre as percepções dos clientes.
O Marketing terá que estar atento ao word of mouth, saber como controlá-lo e como planear a forma como as mensagens são percebidas, e por quem.
A confiança na publicidade está a dissipar-se, é aqui que se opta pelas redes sociais. Procurar um novo meio de obter informação, mais credível porque é vivenciada por consumidores, e divulgada pelos social media – muitos para muitos.
A televisão e as campanhas publicitárias que são por ela transmitidas, têm um papel de “lembrar o cliente”, apenas. Eu posso chegar a casa e ver o filme que pus a gravar na noite anterior – utilizando os meios que a Zon ou a Meo me proporcionam – passando todos os anúncios repetitivos e chatos que o intervalo nos obriga a ver. Este meio de comunicação já não tem tanto impacto no consumidor. Prova disso é a redução de horas diárias gastas em frente à televisão, face à utilização da Internet, e consequentemente redes sociais. Por esta razão, as estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” para “milhões de audiências”
Chama-se evangelismo ao acto de espalhar a mensagem por quem a quer receber. A informação está lá, experienciada e mais real. Controla-se o buzz marketing e tem-se as rédeas da comunicação do produto.
Fontes:
- LIMA, Maria João. Social Media. Marketeer, Julho 2010, n.º 168.
Brian Fetherstonhaugh trabalhou nos últimos anos com muitas das principais marcas do mundo, como a IBM, American Express, Cisco, Coca-Cola, Motorola, Unilever, Nestlé, BP e British Airways. Neste momento encontra-se a liderar a OgilvyOne Worldwide, que é o braço interactivo de consultoria de marketing do Grupo Ogilvy.
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